Como já escrevi tantas vezes, R. foi quase sempre uma miuda calma, tranquila, sem birras. Claro que isso não quer dizer que não haja momentos de tensão, zangas, gritos, raspanetes, etc. Há, também há. Os ultimos tempos têm sido particularmente ricos em momentos difíceis, cheios de gritos e zangas. No outro dia, R. esteve no quarto 1 hora e meia, depois de um sábado todo ele insuportável, e em alternativa da consequência de não ir a uma festa que tínhamos e à qual ela queria muito ir. As ameaças e consequências têm sido quase um ritual diário, com tendência a escalar e ir por aí fora... Depois de termos estado doentes, com gripe talvez A, e de estarmos aqui as 2 sozinhas e fechadas, estávamos prontas para nos esganarmos uma à outra... isto quando se tenta uma educação sem violência... No fim desse periodo fui a casa de uns amigos uma noite, beber um copo de vinho e desanuviar um bocado. Em partilha a minha amiga contava que com a filha mais nova só conseguia "discipliná-la" com mimos. Confesso que achei piada, e pensei que era uma solução que podia experimentar. Esta fase impossivel culminou com uma fita a semana passada em casa de uma amiga, onde estava a brincar e queria ficar para jantar. Como isso não era possível, ficou super chateada e fez uma fita... Eu não sei como, consegui manter a calma, e tentei trazê-la de volta ao mundo real com miminhos. Foi quando chegámos a casa que ela virou, ficou bem disposta, ligou para a amiga a pedir desculpas pelo comportamento. E desde então tem andado muito mais bem disposta e não voltou a fazer fitas. Houve um ou outro ameaço de fita, que não chegou a concretizar-se.
Claro que esta fase coincidiu com a grande agitação que tem sido a minha vida profissional, o que a tem claramente afectado, e culminou quando eu deixei de a poder ir buscar a escola. E este regresso, penso que também está relacionado com a adaptação à nova rotina. De qualquer forma, guardei a vontade de usar os mimos para situações de stress e tensão. Embora isso implique que eu consiga manter a calma, o que nem sempre acontece. Mas com esta na cabeça, vou tentar! Obrigado C. pela partilha e pelo copo de vinho!
Joana